quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Sistema Reprodutor Masculino

Sistema Reprodutor Masculino


O sistema reprodutor masculino é um conjunto de estruturas que conferem ao homem a capacidade de gerar seres humanos, perpetuando a espécie. Os órgãos do sistema são os testículos (gônadas masculinas), um sistema de ductos (ducto deferente, ducto ejaculatório e epidídimo), as glândulas acessórias (próstata, glândula bulbouretral e vesículas seminais) e estruturas de suporte: o escroto e o pênis. Os testículos produzem espermatozoides e secretam hormônios (testosterona). O sistema de ductos transporta e armazena esperma, auxiliando na maturação e o conduz para o exterior. O sêmen contém esperma mais as secreções das glândulas sexuais acessórias.
O Testículo é um órgão par (direito e esquerdo), situado numa bolsa músculo-cutânea, denominada escroto, a qual está localizada na região anterior do períneo, atrás do pênis. São consideradas gônadas mistas porque produzem secreção interna (hormônios) e externa (espermatozoides). Cada testículo tem forma ovoide e apresenta duas faces (lateral e medial), duas bordas (anterior e posterior) e duas extremidades (superior e inferior). A borda posterior é ocupada por uma formação cilíndrica, que é o epidídimo. A metade superior da borda posterior do testículo representa propriamente o hilo, chamado também de mediastino do testículo, o qual permite que o testículo se comunique com o epidídimo. O testículo é envolto por uma cápsula chamada de túnica albugínea que envia para o interior do testículo septos, os quais se subdividem em lóbulos onde encontramos grande quantidade de finos, longos e sinuosos ductos de calibre quase capilar, que são denominados túbulos seminíferos contorcidos, no qual se formam os espermatozoides. Os túbulos seminíferos convergem para o mediastino do testículo que se entrecruzam formando uma verdadeira rede de Haller. No mediastino, os túbulos seminíferos desembocam em dez a quinze ductos eferentes, que vão do testículo à cabeça do epidídimo. Os testículos se formam no abdome, mas pouco tempo antes do bebé nascer desce pelo canal inguinal em direção à bolsa escrotal. Caso isso não ocorra, sofrerá uma anomalia denominada de criptorquidia.
O Epidídimo é um pequeno ducto que coleta e armazena os espermatozoides produzidos pelo testículo. Localiza-se atrás do testículo, no saco escrotal, e desemboca na base do ducto deferente que conduz os espermatozoides até a próstata, onde se mistura com o sémen originário das vesículas seminais, movendo-se pela próstata até a uretra durante a ejaculação. Apresenta uma dilatação superior denominado cabeça do epidídimo que recebe espermatozoides através dos ductos eferentes; um seguimento intermediário, que é o corpo no qual durante a passagem os espermatozoides amadurecem e inferiormente, uma porção mais estreitada, que é a cauda onde ficam armazenados os espermatozoides e dá seguimento ao ducto deferente. Entre a cauda do epidídimo e inicio do ducto deferente ficam armazenados os espermatozoides até o momento do ato sexual, em que são levados para o meio exterior.
O Ducto deferente é um longo e fino tubo par, de paredes espessas, um cordão uniforme, liso e duro. Passam pela região da virilha, contornam na base da bexiga, atravessam a próstata e terminam na uretra. Próximo à sua terminação o ducto deferente apresenta uma dilatação que recebe o nome de ampola do ducto deferente. Sua função é conduzir os espermatozoides.
O funículo espermático estende-se da extremidade superior da borda do testículo ao ânulo inguinal profundo, local em que sues elementos tomam rumos diferentes. O funículo espermático esquerdo é mais longo, o que significa que o testículo esquerdo permanece em nível mais baixo que o direito. Além do ducto deferente, ele é constituído por artérias, veias, linfáticos e nervos. As artérias são em número de três: Artéria testicular; Artéria do ducto deferente; Artéria cremastérica. As veias formam dois plexos um anterior e outro posterior em relação ao ducto deferente. O plexo venoso anterior é o mais volumoso. A artéria testicular caminha entre as malha do plexo anterior.
O Ducto ejaculatório é um fino tubo, par, que penetra pela face posterior da próstata atravessando seu parênquima para ir se abrir, por um pequeno orifício, no colículo seminal da uretra prostática, ao lado do forame do utrículo prostático. Estruturalmente o ducto ejaculatório assim como a vesícula seminal, tem a mesma constituição do ducto deferente, apresentando três túnicas concêntricas: adventícia, muscular e mucosa.
As Vesículas seminais são duas bolsas membranosas lobuladas, colocadas entre o fundo da bexiga e o reto, obliquamente acima da próstata, que elaboram um líquido para ser adicionado na secreção dos testículos. A face ventral está em contato com o fundo da bexiga, estendendo-se do ureter à base da próstata. As vesículas seminais secretam um líquido viscoso, o líquido seminal, que vai se misturar à secreção prostática e aos espermatozoides vindos do ducto ejaculador, para formar o sêmen. Esse líquido nutre os espermatozoides, facilita sua mobilidade e ainda constitui 60% do volume de sêmen.
A Próstata é uma glândula, que produz e armazena um fluido ligeiramente alcalino, o qual é acrescentado ao líquido seminal. Sua base está encostada no colo da bexiga e a primeira porção da uretra perfura-a longitudinalmente pelo seu centro, da base ao ápice. Ela apresenta uma face anterior e outra posterior, e de cada lado, faces inferolaterais, além de ser envolta por uma cápsula constituída por tecido conjuntivo e fibras musculares lisas que ajudam a expelir o sêmen durante a ejaculação. Encontram-se também fibras musculares estriadas que parecem derivar do músculo esfíncter da uretra. O restante do parênquima é ocupado por células glandulares distribuídas em tubos ramificados, cuja secreção é drenada pelos ductos prostáticos e se abrem na superfície posterior do interior da uretra, de cada lado do colículo seminal. A alcalinidade do fluido seminal ajuda a neutralizar a acidez do trato vaginal, prolongando o tempo de vida dos espermatozoides.
O sêmen ou esperma é constituído por: liquido seminal, liquido prostático e espermatozoide. A porção do canal deferente que fica entre a vesícula seminal e a próstata sofre peristaltismo para pressionar a saída do sêmen.
As Glândulas bulbouretrais (de Cowper) são duas formações pequenas, arredondadas, lobuladas e de coloração amarela, tamanho de uma ervilha. Estão próximas do bulbo e envolvidas por fibras transversas do esfíncter uretral. Localizam-se inferiormente a próstata e drenam suas secreções (mucosa) para a parte esponjosa da uretra. Sua secreção é semelhante ao muco, entra na uretra durante a excitação sexual e constituem 5% do líquido seminal. Durante a excitação sexual, as glândulas bulbouretrais secretam uma substância alcalina que protege os espermatozoides e também secretam muco, que lubrifica a extremidade do pênis e o revestimento da uretra, diminuindo a quantidade de espermatozoides danificados durante a ejaculação.
O Pênis é um órgão erétil e copulador masculino. Ele é representado por uma formação cilindroide que se prende à região mais anterior do períneo e cuja extremidade livre é arredondada. O tecido que tem a capacidade de se encher e esvaziar de sangue forma três cilindros: os corpos cavernosos (direito e esquerdo) e o corpo esponjoso.  Os corpos cavernosos são os tecidos mais externos do pênis; iniciam-se posteriormente aos ramos inferiores da pube, recebendo o nome de ramos dos corpos cavernosos. São separados apenas por um septo fibroso sagital que é o septo do pênis e terminam por trás de uma expansão do corpo esponjoso, conhecido como glande. O corpo esponjoso é o tecido que envolve a uretra, inicia-se abaixo do diafragma urogenital, que recebe o nome de bulbo do pênis. O rebordo que contorna a base da glande recebe o nome de coroa da glande. No ápice da glande encontramos um orifício, que é o óstio externo da uretra onde se abre a uretra esponjosa, que percorre longitudinalmente o centro do corpo esponjoso, desde a face superior do bulbo do pênis. Na união da glande com o restante do corpo do pênis, forma-se um estrangulamento denominado colo. O pênis, portanto, poderia ser subdividido em raiz, corpo e glande. Envolvendo a parte livre do pênis encontramos uma cútis fina e deslizante, conhecida por prepúcio. Profundamente a cútis, situa-se a tela subcutânea, que recebe o nome especial de fáscia superficial do pênis e onde se distribuem fibras musculares lisas que fazem continuação ao dartos do escroto. Num plano mais profundo, dispõe-se uma membrana fibrosa que envolve conjuntamente os corpos cavernosos e o corpo esponjoso que é a fáscia profunda do pênis.  Tanto os corpos cavernosos como o corpo esponjoso são envoltos, cada um deles, por uma membrana conjuntiva denominada, respectivamente, de túnica albugínea do corpo cavernoso e do corpo esponjoso. O interior destes três elementos tem um aspecto esponjoso que decorre da existência de inúmeras e finas trabéculas que se entrecruzam desordenadamente. Entre essas trabéculas permanecem espaços que podem admitir maior quantidade de sangue, tornando o pênis um órgão erétil. As artérias e veias do pênis penetram ou saem ao nível do bulbo e ramos do pênis, ocorrem longitudinalmente em seu dorso fornecendo ramos colaterais em todo o percurso. O pênis e o escroto constituem as partes genitais externas masculinas, enquanto a restante forma as partes genitais internas.
A Uretra é o canal que percorre longitudinalmente o pênis. Possui músculos que fazem intenso peristaltismo durante o orgasmo para projetar o sêmen no cálice do útero, evitando a passagem pela vagina, que tem ph acido prejudicial aos espermatozoides.
O Escroto é uma bolsa músculo-cutânea onde estão contidos os testículos epidídimo e primeira porção dos ductos deferentes. Cada conjunto desses órgãos (direito e esquerdo) ocupa compartimento completamente separado, uma vez que o escroto é subdividido em duas lojas por um tabique sagital mediano denominado septo do escroto. O escroto é constituído por camadas de tecido diferentes que se estratificam da periferia para a profundidade, nos sete planos seguintes. Cútis: é a pele, fina enrugada que apresenta pregas transversais e com pelos esparsos. Túnica dartos: a túnica dartos constitui um verdadeiro músculo cutâneo, formado por fibras musculares lisas. Tela subcutânea: é constituída por tecido conetivo frouxo. Fáscia espermática externa: é uma lâmina conjuntiva que provem das duas fáscias de envoltório do músculo oblíquo externo do abdome, que desce do ânulo inguinal superficial para entrar na constituição do escroto. Fáscia cremastérica: este plano é representado por uma delgada lâmina conjuntiva que prende inúmeros feixes de fibras musculares estriados de direção vertical. No conjunto, essas fibras musculares constituem o músculo cremáster e derivam das fibras do músculo oblíquo interno do abdome. Fáscia espermática interna: lâmina conjuntiva que deriva da fáscia transversal. Túnica vaginal: serosa cujo folheto parietal representa a camada mais profunda do escroto, enquanto o folheto visceral envolve o testículo, epidídimo e inicio do ducto deferente.

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